• 1 – Lave cílios e pálpebras com água, soluções para limpeza ocular ou xampu neutro. A higienização externa dos olhos é importante para remover a oleosidade em excesso produzida pelas glândulas, pois o acúmulo de gordura leva à inflamação local, risco de obstrução dessas glândulas e aumento do número de bactérias. O oftalmologista recomenda apenas o uso de soluções oculares específicas ou xampu neutro, pois agridem menos os tecidos dos olhos.
  • 2 – Remova sempre toda a maquiagem. Dormir de maquiagem ou mantê-la na região por períodos muito prolongados facilita a obstrução das glândulas de gordura palpebrais e pode gerar inflamação local, irritação da conjuntiva e da córnea. A remoção deve ser realizada com produtos adequados para não afetar os olhos.
  • 3 – Evite colocar as mãos nos olhos, principalmente sem lavá-las ou depois de utilizar álcool gel. A mão pode trazer diversos corpos estranhos aos olhos, como poeira, pelos de animais, vírus e bactérias. Não coçar os olhos com as mãos sujas é um fator importante para diminuir o risco de infecções.
  • 4 – Colírios podem manter a lubrificação da superfície ocular, mas só o oftalmologista pode identificar o tipo e a frequência adequados. É imprescindível consultar um oftalmologista antes de utilizar qualquer tipo de colírio, seja do tipo lubrificante sem conservantes, lubrificante com conservantes ou vasoconstritores. A automedicação e o uso indiscriminado desses colírios podem levar o paciente a ter conjuntivite química e ceratite medicamentosa. Efeitos mais graves como olho vermelho crônico por efeito rebote e hipertensão arterial também podem ser observados.
  • 5 – Evite compartilhar objetos de higiene pessoal, como lenços e toalhas de rosto. Existem doenças que podem ser transmitidas dessa forma, como as conjuntivites virais e bacterianas, nas quais a transmissão ocorre por contato, e o compartilhamento de objetos pessoais, inclusive de colírios, favorece o contágio.
  • 6 – Evite a aplicação de água boricada e soro fisiológico. O ideal é sempre optar pelos produtos mais semelhantes possíveis à lágrima. A água boricada não deve ser utilizada, pois apresenta ácido bórico em sua composição e pode gerar uma piora dos sintomas de inflamação em alguns pacientes. O soro fisiológico, apesar de se parecer mais com a lágrima, ainda pode ser lesivo à mucosa ocular e à córnea, sendo preferível a utilização de colírios lubrificantes.
  • 7 – Tenha cuidado com o manuseio de lentes de contato. Lave-as apenas com soluções adequadas e respeite o tempo de troca Existem produtos específicos para higiene das lentes que permitem a retirada de resíduos que causam irritação ocular e eliminam bactérias, fungos e protozoários que podem causar infecções graves.